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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Valkíria

Flores coloridas, efusivas
Fugidia a água que me sacia
Torrente em sessões mesquinhas
Valkíria, a que me desafia.

Nasço, coso, desenlaço
No delenlace não opina
Ponteia no cós alusiva
À morte, inconsequente Valkíria

Se lhe exaltam minhas rugas noturnas
Repudio à tua sede doentia
Dessa prece que só, e tão só, inebrias
Absolve-me, prudente Valkíria

Revela-me teu estimado preço
Ou barganhas com meus anseios?
Asquerosa e paliativa a bruxa
Valkíria, a que só ouve a si mesmo.

Brama ao amanhecer
Sufoca ao anoitecer
Punge ao me insuflar seu ar
Valkíria, besta-fera a florescer

Ao medo, pressiona-me
Ao belo, apaixona-me
Aos seus servos consome
Valkíria, algoz de mulheres e homens.

Brinca comigo ao teu bel-prazer
Tapa-me a ferida com teu véu
Valkíria, tens a 'morte'por alcunha
Tens por sobrenome 'mel'.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Os Cupins

Os cupins roem as parede por dentro
sem precisar do bater do vento
escretam o que roem
deixando para fora seu escremento
criam asas
mas logo caem como larvas
que esmagadas se vão como o tempo

Jaque, Os Cupins